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“Devemos Ser Uma Obra de Arte ou Vestir Uma: o Dandismo como Medium-de-Reflexão na Arte”



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Professora da ED recebe o Prêmio CAPES de Teses de doutorado defendidas em 2016

 

Angelica Adverse

(Foto cedida pela professora Angelica Adverse)

A Professora da Escola de Design, Angélica Oliveira Adverse recebeu o prêmio CAPES de teses defendidas em 2016. A tese intitulada “Devemos Ser Uma Obra de Arte ou Vestir Uma: o Dandismo como Medium-de-Reflexão na Arte”  orientada pela professora doutora Patrícia Franca-Hunchet, do programa de doutorando da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi consagrada como a melhor tese de doutorado da área da arte defendida em 2016. A premiação é uma iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior (CAPES) e consagra as melhores teses em 49 áreas do conhecimento e três trabalhos agrupados por grande área são escolhidos como os melhores do ano.

O Prêmio consiste em diploma, medalha e bolsa de pós-doutorado nacional de até 12 meses para o autor da tese; auxílio para participação em congresso nacional, para o orientador, no valor de R$ 3 mil; distinção a ser outorgada ao orientador, coorientador e ao programa em que foi defendida a tese; além de passagem aérea e diária para o autor e um dos orientadores da tese premiada para que compareçam à cerimônia de premiação.

 

A Tese:

 

A frase de Oscar Wilde, “devemos ser uma obra de arte ou vestir uma”, foi o fio condutor de nosso trabalho. A partir dessa injunção, partimos em busca das relações entre o Dandismo e a arte a fim de compreender o sentido de uma existência estética. O conceito de medium-de-reflexão, utilizado por Walter Benjamin em sua leitura do Romantismo Alemão, nos deu a chave para acedermos ao centro de nossa problemática. Além disso, a noção foucaultiana de atitude-limite, assim como sua interpretação da modernidade, nos ofereceu as condições para enquadrar o Dandismo como um ethos a ser atualizado na vida de artista. Para levar a cabo nosso objetivo, percorremos um caminho que leva da literatura do século XIX à arte contemporânea.

Para se compreender melhor creio que possa falar um pouco mais: O foco da pesquisa foi compreender o Dandismo como um fenômeno moderno a partir do qual se pode observar a "reinvenção da vida" através de um mote estético. Nesse sentido, o Dandismo deve ser compreendido como um modo de vida e não apenas como uma manifestação da moda. Por isso, o ponto central de discussão da tese está relacionado à teoria romântica: médium-de-reflexão. Isto é, ao entendimento do Dandismo como uma atitude crítica do artista frente ao mundo burguês e ao mercado da arte (em plena ascensão no século XIX).  Nesse sentido, o Dandismo nos apresenta uma série de reflexões para compreendermos as novas relações da arte com questões referentes aos gêneros, à androginia, à revolta e ao decadentismo, o enfrentamento da morte e o envelhecimento. Enfim, questões que permeiam a leitura do mundo e possibilitam a criação de conceitos artísticos sobre a vida e também sobre a morte.

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(Imagem usada na apresentação da tese)

 

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