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25 anos do Núcleo de Ilustração e Quadrinhos – NIQ

Com 25 anos de muita história o Núcleo de Ilustração e Quadrinhos surgiu em abril de 1994 a partir da iniciativa dos alunos Vitor Piedade Garcia e Wenderson Sobreira, do 3° período do curso de Programação Visual (hoje design gráfico). Os alunos procuraram a professora Maria Bernadete, então coordenadora do Centro de Extensão e apresentaram a ideia de produzir uma revista em quadrinhos. Para conhecer o trabalho dos alunos, a professora pediu para que fizessem uma representação gráfica dos alunos de cada curso da Escola. A qualidade do material apresentado fez com que o Centro de Extensão aceitasse o desafio de criar a 1° revista em quadrinhos da unidade.
Para tal empreendimento foi criado o Núcleo Integrado de Quadrinhos cuja coordenação foi assumida pelo professor Silvestre Rondon Curvo durante 16 anos.
Durante o processo de elaboração da primeira revista, que envolveu extensa pesquisa, busca de parcerias e patrocínios e ainda criação da identidade visual, a equipe do núcleo ainda desenvolveu projetos de extensão como oficinas de criação de personagem com alunos de escolas públicas. Desde o inicio das atividades o NIQ contou com o apoio da diretora da Escola de Design professora Neida Bastos e do então reitor da universidade professor Aluisio Pimenta. Estavam, portanto lançadas as bases para a revista em quadrinhos “LEGENDA”.
“A revista Legenda Quadrinhos, segundo consta em projeto encaminhado a Fundação Renato Azeredo em 1997, objetivava dinamizar a pesquisa, a produção e a divulgação dos quadrinhos, bem como contribuir com a documentação histórica e o estudo de novas técnicas de produção de imagens, estimulando assim novas produções e trocas de informações pertinentes a linha editorial adotada pela equipe da revista. (Ivone Gomes, 2010)
A equipe do NIQ compartilhava espaço com os alunos e professores do Laboratório de Design Gráfico o que, segundo a professora Bernadete Teixeira, permitia uma integração entre os projetos e entre os estudantes, proporcionando um ambiente de muita descontração e criatividade.
Entre as pessoas que passaram pelo núcleo, alguns alunos se destacaram e são lembrados até hoje pelo professor Silvestre: Victor Garcia, Wenderson Sobreira, Luciano Irrthum, Chantal Herskovic, Ivone Gomes, Will Conrad, Rodrigo Gonçalves e Bruno Filogonio. Todos seguiram atuando na área ou aproveitaram bastante da experiência adquirida com os quadrinhos; alguns deles fizeram, inclusive, carreira internacional. O professor Silvestre Rondon ainda lembrou a contribuição importante dada pelo professor Eurico Baptista.
Foram publicados três números da revista Legenda Quadrinhos até que os alunos responsáveis se formaram e deixaram a unidade.

Revista Legenda Quadrinhos, números 1, 2 e 3

Depois de oito anos, foi criada a revista FANSIGN, voltada para os projetos de alunos e professores da Escola de Design. Logo em sua primeira edição a FANSIGN teve 5000 exemplares: Há inclusive uma história contada pelo professor Silvestre segundo o qual a marca institucional da UEMG saiu faltando um traço vermelho. Como solução para o problema o professor Silvestre (foto) junto com a equipe do NIQ e mais vários voluntários, passaram dias fazendo esse traço com caneta esferográfica na cor vermelha, para que pudesse ser feita distribuição das revistas.

Professor Silvestre Rondon Curvo e os famosos traços vermelhos feitos a mão, um a um, no primeiro número da Fansign. Foto Luiz Rocha

Página interna da Fansign

Nos dias de Hoje

Atualmente o NIQ faz parte do Centro de Estudos em Design da Imagem é coordenado pelo professor Luhan Dias, conta com os professores colaboradores Paulo Cruz, Genesco Alves e Vitor Amaro e mais de 20 alunos voluntários. O núcleo está com o projeto de produções de quadrinhos autorais “Profissão Quadrinista”, que já está no seu segundo ano, cuja proposta é o aprendizado de quadrinhos através da praxis. De acordo com a equipe atual, o NIQ continua suas atividades com força total e estão sendo preparadas algumas surpresas ao longo do ano para amantes da linguagem narrativa e visual. “Fiquem de olho.”

Professor Luhan Dias e a estudante Jéssica Marcílio do atual NIQ. Foto Ana Carolina Gomes

A produção dessa matéria contou com o apoio do professor Paulo Cruz, Luhan Dias, Maria Bernadete Teixeira, Silvestre Curvo e se referenciou no trabalho de conclusão de curso “LEGENDA QUADRINHOS, Design, Informação e Memória” da ex-aluna Ivone Gomes da Silva e no artigo da professora Iara Mol “Panorama histórico do Laboratório de Design Gráfico da Escola de Design da UEMG”.

Estudante da Escola de Design tem trabalhos aprovados na Semana Internacional de Diseño en Palermo, na Argentina

No período de 29 de julho a 2 de agosto aconteceu em Buenos Aires, Argentina, a Semana Internacional de Diseño en Palermo trazendo edições de diferentes eventos relacionados ao Design como o XIV Encuentro Latinoamericano de Diseño, o X Congreso Latinoamericano de Enseñanza em Diseño, o IV Colóquio Internacional de Investigadores em Diseño, a III Edición del Foro de Cátedras Inovadoras de Diseño, Comunicación y Creatividad e o IV Cumbre de Empreendedores.

Raiô Nasser, estudante da graduação, do sexto período de Design de Produto teve três trabalhos aprovados e apresentados no congresso argentino: “Pensar Design na contemporaneidade, contribuições do Design Sistêmico”, sob orientação da professora Kátia Pêgo, “Análise bibliométrica de como tem sido discutido no campo científico as interações entre as práticas de design e a produção artesanal de caráter tradicional e espontâneo”, resultante de um projeto de pesquisa coordenado pela professora Ana Luiza Cerqueira Freitas.

Apresentou ainda o trabalho intitulado “Design e Sociedade – Potencialidades em debate”, desenvolvido através do Centro Integrado de Estudos Interdisciplinares (CIEI).

Aluna graduanda e aluno recém graduado da Escola de Design apresentam trabalhos no 15º Colóquio de Moda em Porto Alegre

O 15º Colóquio de Moda em sua 12ª edição Internacional é um congresso científico que congrega o 14º Fórum das Escolas de Moda e tem como evento paralelo o 6º Congresso Brasileiro de Iniciação Científica em Design e Moda. O evento tem como principal objetivo promover a troca de conhecimentos a respeito do estado da arte, da ciência e da tecnologia desenvolvidas por meio da produção científica nacional e internacional no campo da Moda e em suas inter-relações.

O evento foi realizado na Unisinos, campus Porto Alegre, entre os dias 1 e 4 de setembro de 2019. Aos 49 anos, a Unisinos está entre as maiores universidades privadas do Brasil, com cerca de 31 mil alunos em cursos de graduação e pós-graduação, nas modalidades presencial e EAD.

A aluna graduanda em Design de Produto Isabela Fadda e o recém graduado também em Design de Produto, João Frederico Almeida Palmeira e Silva tiveram a oportunidade de apresentar, em Porto Alegre, sob a forma de poster, trabalhos elaborados partir de pesquisa desenvolvida em 2017 sob a orientação da professora Angélica Adverse de Oliveira, no PAPq UEMG, antes da professora se transferir para a UFMG onde atua na Escola de Belas Artes.

Os trabalhos foram apresentados no GT14 que teve como tema: A dimensão estética da moda: aparência, arte e sensibilidade, sob os títulos

(Re)vestimento da vida urbana de Belo Horizonte e

Os Movimentos de Estilo na Arte e Moda em Belo Horizonte: Existência Estética e Criação Vestimentar como Reinvenção dos Modos de Vida: Um estudo do coletivo “MASTERp l a n o.

João Frederico Almeida Palmeira e Silva e a professora Angélica Adverse de Oliveira, durante a apresentação dos trabalhos em Porto Alegre.

Em depoimento, Isabela Fadda salientou a importância da iniciação científica para a produção de conhecimento:

A iniciação científica abriu as portas e janelas para que eu compreendesse mais profundamente o meio acadêmico como produção do conhecimento e também a compreender melhor como se configuram as experiências estéticas que adentram no campo do Design. Apresentar parte deste resultado no Colóquio de Moda foi ter a troca deste conhecimento de maneira mais imersiva e leve, o que contribui para a continuidade do trabalho realizado no grupo de estudos. Também vale evidenciar a importância da FAPEMIG nesse trabalho que facilitou a possibilidade de dedicação na pesquisa para que houvessem tais frutos.

 

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